Uma amiga esteve em uma palestra do Içami Tiba e me relatou um comentário dele que achei excelente: “Se vocês estão aqui esperando que eu lhes dê alguma fórmula perfeita para a educação dos filhos, vocês vieram ao lugar errado. Não existe uma fórmula pronta para a educação dos filhos.”

Adorei a lucidez dele, e imagino o quanto grande parte da platéia tenha ficado frustrada com este comentário, pois de fato esperavam por uma fórmula mágica para lidarem com seus filhos.

Não existe fórmula mágica simplesmente porque estamos falando de seres humanos, e como não existe nenhum ser humano igual a outro, nem filhos, nem pais, evidentemente cada caso é um caso.
Mas existe aquela velha frase conhecida “Pai e mãe são todos iguais, só mudam de endereço”. Com esta, acredito que eu concorde bastante.

Claro que os pais são diferentes, mas o amor que nutrem pelo filho é incondicional. O filho pode ser marginal, drogado, presidiário, que a mãe estará lá ao seu lado, para o que der e vier. Alguns pais são superprotetores, não deixam os filhos respirarem. Outros são mais liberais, talvez até um pouco inconsequentes, mas todos amam seus filhos, cada um à sua maneira.

Me ocorre também que muitos pais também são mães. Pais que por força das circunstâncias, se viram sozinhos com seus filhos, sem uma mãe para ajudar, e que do dia pra noite receberam o papel de mãe também – e na maioria das vezes mal sabem como lidar com isto. Estes pais se tornam verdadeiros heróis, se de fato se disponibilizarem a aprender com a vida, mesmo que tenham que apanhar muito para serem bem sucedidos. Esta é uma situação em que o laço que se constrói é muito fortalecido pela ausência da mãe, e o aprendizado é de ambos, não só do pai, como também do filho, que aprende a aceitar este pai como ele é, com todas as suas virtudes e também com suas limitações.

Foto 13

Existe uma beleza em tudo isso, a beleza de cuidar de um ser. Eu fui uma adolescente muito rebelde, dei um trabalho enorme para minha mãe, e hoje olhando com distanciamento, vejo que se em alguns momentos ela errou, ela errou querendo acertar. Que mesmo que ela tenha estado ausente em momentos em que eu precisei, eu sempre soube que seu colo estaria ali caso eu solicitasse.

E que ao errarmos, nós duas aprendemos.

Os pais que por ventura tiveram que criar seus filhos sozinhos, também aposto que erraram muito, mas erraram tentando acertar, dando o seu melhor.

Existe uma definição linda de AMOR que diz : “Amor é o que os pais sentem pelos filhos, e a recíproca não é verdadeira”. Acredito nisso, sinto que muitas vezes eu poderia ter sido mais compreensiva e mais amiga de meus pais, e fico feliz ao constatar hoje, olhando para trás, o enorme carinho que recebi deles.

No dia de hoje, que pode ou não ser “Dia das Mães”, eu quero sempre homenagear minha mãe, independente da data festiva criada pelo comércio. Quero sempre lembrar das minhas avós, que foram mães maravilhosas para mim também. Convido você a fazer o mesmo, a homenagear sua mãe e suas avós, os pais que também são mães, e todas as mães que podem não ser mães de sangue, mas que são mães de coração, pois muito do que somos, devemos do afeto recebido delas.

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