Muito se falou sobre a morte de Amy Winehouse, com apenas 27 anos de idade e com uma carreira cada vez mais promissora pela frente. Muito se especula também sobre a causa de sua morte, já que a autópsia inicial foi inconclusiva e os resultados dos exames toxicológicos sairão apenas daqui a 4 semanas.

As redes de televisão (principalmente os canais pagos) alteraram toda sua grade de programação para exibir documentários sobre a cantora prodígio, que aos 13 anos já despontava como uma menina muito talentosa.

Nos documentários apresentados, falava-se pouco da mãe de Amy, que ao perceber o talento da filha, a colocou em uma escola de teatro ainda criança. Do pai falou-se mais, inclusive que ele teria dado alta para sua filha da clínica de reabilitação, inspirando a filha posteriormente a compor o grande hit “Rehab”.

Falou-se muito também sobre Blake, o ex-marido da cantora, que supostamente a teria levado para drogas mais pesadas, quando seu consumo ainda era tímido, e seu vício era basicamente no álcool.

De todas as histórias e versões, e do que o laudo toxicológico poderá revelar nas próximas semanas, o que me entristece é perceber o quanto esta moça era sozinha… Cheguei a pensar que sua mãe tivesse morrido. Não posso crer que o mundo inteiro via sua auto destruição, e que seus pais se abstiveram de posições mais enérgicas para salvar a vida da filha.

Como já escreveu Garcia Marquez, a história de Amy Winehouse era a “Crônica de uma morte anunciada”, pois pelo andar da carruagem, era consenso de que sua vida seria breve e a única dúvida era sobre o “quando”, quanto tempo mais seu corpo aguentaria tamanha degradação.

Seu ex-marido, ao que parece, era mais um viciado em drogas pesadas que não via problema algum em aprofundar a cantora neste submundo. E disto surge minha constatação : Amy era uma pessoa solitária.

Seus pais permitiram que ela se mantivesse nesta vida de autodestruição, e seu marido na época apenas reforçava esta situação.

Onde estavam os amigos de Amy, que apreciavam tanto sua música e seu talento e não foram capazes de aconselhá-la ?

Posso supor que o fizeram, assim como seus pais e talvez seu irmão, mas será que não era o caso de colocá-la numa camisa de força para sua auto preservação ? Será que para seu tipo de comportamento não seriam necessárias medidas extremas ? Será que nesta situação, as medidas extremas se justificam ? São pontos em que devemos refletir, mas fica aqui o desejo para que apenas novos talentos como Amy surjam, mas não talentos tão problemáticos como ela.

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