Na semana passada, estive em uma palestra muito interessante sobre Felicidade no Trabalho. Várias questões foram abordadas : o que nos motiva a levantar para trabalhar todos os dias, como é importante um bom convívio no ambiente de trabalho, entre outras questões da mesma importância.

Comentei sobre meu trabalho de Coaching Afetivo e umas das participantes comentou comigo que pensou logo em uma amiga e do quanto ela poderia se beneficiar com meu trabalho, pois esta amiga estava à procura do homem perfeito e não aceitaria ninguém que não fosse perfeito em sua vida afetiva.

Fiquei pensando em minhas clientes, em algumas que também imaginavam poder encontrar o homem perfeito e mais uma vez me voltei à velha história do Príncipe Encantado. Do quanto os homens são criados para serem provedores, para a guerra (presentes de meninos são armas e/ou super heróis) e do quanto ainda hoje, as meninas são criadas para o lar, quando ganham de presente bonecas e roupinhas, além de casinhas e mini utensílios domésticos de brincadeira.

Devemos buscar uma pessoa compatível com nosso jeito, com nossos valores, com nossas idéias, claro ! Podemos ser exigentes quanto ao caráter de nosso parceiro, o quanto ele é trabalhador e responsável, o quanto ele demonstra ter cuidado para com os outros, com seus pais, seus familiares… Isto não é exigir muito, eu diria que é o básico para um casamento dar certo. Mas este homem será perfeito ?

Não será, porque também não somos. Ele poderá ter grandes valores, bom caráter, ser trabalhador e responsável, amoroso com seus familiares, e ainda assim ter muitos “defeitos”. Não gosto desta palavra, não acho que somos defeituosos, estamos em evolução, podemos sempre melhorar, o que não está bom hoje, pode ser melhor amanhã. Mas os “defeitos” que menciono são características que não coincidem muito com nossas expectativas, mas nem por isso ele não será um bom parceiro para uma vida a dois.

Como somos todos diferentes, é natural que existam diferenças, e elas são saudáveis. É muito bom conviver com pessoas diferentes de nós, que podem nos abrir a mente, nos mostrar novas formas de vida, novos valores, novos conceitos, um novo olhar sobre o nosso dia a dia por exemplo. Mas existe um limite tênue entre diferenças que para nós são aceitáveis ou não.

Se meu marido gosta de doce e eu gosto de salgado, esta é uma diferença que não vai impactar em nosso relacionamento, podemos conviver com isto. Mas se ele gosta de maltratar os animais, esta diferença para mim já não é tolerável, e assim por diante…

Mesmo que o homem perfeito não exista – e não existe mesmo, viu ? – esta constatação nos faz mais leve, porque a mulher perfeita também não existe ! Por isso, podemos deixar de exigir tanto de nós, deixamos de buscar o que temos de errado ou de pensar “por que fulano não gosta de mim ?” Se ele não gosta de você, azar o dele, que está perdendo uma pessoa especial.

Moral da história : contos de fadas são contos de fadas. Homens e mulheres perfeitos não existem – e todos podemos ser felizes no amor mesmo assim !

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