Quem estava acompanhando a cerimônia de abertura das Paralimpíadas viu e duvido que não tenha se emocionado.  Foram vários momentos marcantes, mas gostaria de destacar dois, que considero os mais significativos.
Maestro João Carlos Martins tocando o Hino Nacional foi de arrepiar. Quem o conhece e sabe de sua história, tem ciência de que para o Maestro a vida não tem sido fácil, mas que isto não foi o empecilho para que ele não fizesse com o limão que a vida lhe deu, uma deliciosa limonada !
Na revezamento da Tocha Olímpica em sua fase final, já dentro do Maracanã, também foi impossível não se emocionar com a ex-atleta Márcia Malsar, que durante seu percurso, se desequilibrou e caiu. Márcia tem paralisia cerebral e carregou a tocha debaixo de chuva e com a ajuda de uma bengala. A queda não foi suficiente para contê-la : ao cair, o público se levantou e a aplaudiu de pé, incentivando-a a concluir seu trajeto até entregar a tocha à próxima responsável.
Márcia representou o Brasil nos Jogos Paralímpicos de 1984 e 1988, tendo sido a primeira atleta paralímpica do país a conquistar uma medalha de ouro no atletismo, na prova dos 200m rasos. Um feito e tanto e um orgulho nacional !
Estas duas histórias são inspiradoras e demonstram apenas a ponta do iceberg do que de fato representam todos os atletas paraolímpicos ali presentes. Ser atleta no Brasil não é tarefa fácil. Ser atleta paraolímpico beira o impossível. Mas se torna possível pela garra e determinação de cada atleta, que traz uma história de adversidade e superação consigo.
Da próxima vez que você for desistir de algo, inspire-se nestes dois exemplos ou nos exemplos dos atletas presentes nesta Paralimpíada brasileira que vai ficar pra história em nossos corações e que já nos deixou marcas emocionais profundas. Basta ter um bom coração para saber apreciar e comemorar com todos eles por cada batalha vencida !
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