Olhando no dicionário, a definição de frustração é : “o estado de um indivíduo quando impedido por outrem ou por si mesmo de atingir a satisfação de uma exigência pulsional”. De maneira simplista, podemos dizer que frustração é um sentimento que ocorre quando ansiamos por algo e este algo não acontece.
Geralmente nos frustramos por que desejávamos algo e não conseguimos. A frustração é maior quanto mais lutamos por aquilo. Algumas vezes era algo que só dependia de nós mesmos, outras vezes dependíamos de outras pessoas para conseguirmos aquilo.
Vejo filhos frustrados com seus pais simplesmente porque percebem que os pais não os conhecem, estão tão envolvidos com seus problemas e sua rotina que a atenção para os filhos é mínima, e tudo o que eles desejavam simplesmente era atenção. Vejo pais frustrados com seus filhos porque estes não seguiram a carreira desejada por eles. Vejo chefes, empregados, médicos, pacientes, todos frustrados, porque não alcançaram o que desejavam.
E o que podemos aprender com nossas frustrações ? Primeiro, elas nos ensinam a sermos perseverantes.  Porque só nos frustramos se desejamos muito algo e este algo não se realizou. Mas dificilmente nos frustramos por algo que não lutamos pra conseguir. Pode ser que fiquemos tristes, mas pouco frustrados se não fizemos nossa parte para a conquista daquilo. Por isto, independente do resultado, quando frustrados, podemos nos reconhecer mais perseverantes por termos nos proposto a algo e termos lutado por aquilo.
Ao percebermos que aquela “não conquista” não nos derrubou, nos vemos mais fortes também. Porque por mais que não tenhamos alcançado o que desejávamos, sabemos que não vamos desistir. Pode ser que desistamos de lutar por um objetivo A, mas sabemos que logo lutaremos pelo objetivo B. Muitas vezes é na frustração que nos damos conta da nossa força interior para enfrentarmos as adversidades.
Mas podemos aprender algo ainda mais precioso com as nossas frustrações : o perdão. Muitas vezes nosso sonho foi frustrado por alguém – e está aí uma ótima oportunidade para exercitarmos o perdão. Outras vezes reconhecemos que a falha foi nossa, então só nos restar o auto perdão, sermos brandos e compreensivos conosco, infelizmente não foi desta vez…..
Quando temos que conviver com algo que não gostamos, temos oportunidade de exercitarmos a paciência, como numa relação em que você espera uma atitude do outro, e ele faz o oposto. Se ele continua agindo daquela forma, exercitamos a tolerância. Se nos damos conta de que o outro não irá mudar, exercitamos a resignação, pois cabe o respeito às pessoas que não agem como gostaríamos, seja por teimosia delas ou por nossa própria teimosia.
Neste caso, aparece o perdão como único modo de conviver com aquela pessoa. Perdão e compreensão, aceitação, ao constatarmos que infelizmente o outro não é como gostaríamos, mas o fator desta união é maior do que esta divergência. Então, em nome de tantas outras afinidades, nos resignamos e perdoamos. E temos assim, mais uma oportunidade de exercitarmos nossa empatia, ao invés de cultivarmos mais uma frustração.
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