Esta semana fui convidada a escrever um artigo sobre Coaching Afetivo voltado para os homens. A solicitação foi pertinente, já que trata-se de um blog feito por homens e para homens, embora vários artigos do blog sejam escritos por mulheres.

Costumo dizer que 99% das pessoas que me procuram são mulheres, pois me parece que elas são muito mais preocupadas com seus relacionamentos do que os homens. Este fato é compreensível, já que nós mulheres, crescemos ouvindo que encontraríamos nosso Príncipe Encantado, enquanto os homens cresceram ouvindo que deveriam ser bons profissionais para poderem assim constituir uma família.

O fato é que os homens são focados em sua carreira, em sua vida profissional. Já a mulher, mesmo investindo em sua carreira profissional, tem ainda que conciliar casa, filhos, marido… Mas os homens também têm que conciliar filhos e esposa com sua carreira profissional, não é mesmo ?

É por isso que sugiro o Coaching Afetivo também para homens. Porque a rotina pode acabar com um casamento. O homem que só é focado em seu trabalho, não se comunica com sua mulher, não vê seus filhos crescerem, e aí, quando ele menos espera, o tempo passou, os filhos estão grandes e sabe-se lá se a mulher ainda estará ao seu lado.

Sabemos que a mulher morre por amor, e o homem morre por dinheiro. Dificilmente ouvimos relatos de uma mulher que tentou o suicídio por estar endividada, da mesma forma que não escutamos relatos de homens que se mataram por não terem seu amor correspondido. Mas o contrário sempre ocorre : mulheres que se matam por amor e homens que se matam por (ausência de) dinheiro.

Ambos precisam buscar o equilíbrio em suas vidas. A mulher não deve somente viver para o seu Príncipe Encantado e o homem não deve somente viver para o trabalho.

Torço para o dia em que em meu escritório eu atender metade homens e metade mulheres. Neste dia, os homens perceberão que desta forma se aproximam mais de suas mulheres e do mundo delas, perceberão que um casamento feliz faz uma família feliz e consequentemente filhos felizes. Poderão, enfim, olhar para suas esposas e dizer sem constrangimento: “Eu te amo”.

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